Como funciona uma UPAC

Uma UPAC — Unidade de Produção para Autoconsumo — é uma instalação de painéis solares que produz eletricidade no local onde ela é consumida. Os painéis produzem durante o dia, o inversor converte essa energia para a rede elétrica da instalação, e os equipamentos da empresa consomem-na diretamente.

Quando a produção é maior do que o consumo, o excedente pode ser guardado em baterias ou vendido à rede. Quando é menor — à noite ou em dias de pouco sol — a empresa continua a comprar ao comercializador, como hoje.

O regime das UPAC está definido no Decreto-Lei n.º 15/2022. Consoante a potência instalada, a instalação fica sujeita a mera comunicação prévia, registo ou licença junto da DGEG.

Componentes

  • Painéis fotovoltaicos
  • Inversor e proteções
  • Baterias (opcional)
  • Contador de produção e monitorização
  • Contrato de venda de excedentes (opcional)

Com investimento próprio ou sem investimento

Há duas formas de ter uma instalação solar na empresa, e apresentamos sempre as duas.

Com investimento próprio, a empresa compra a instalação e fica com toda a poupança desde o primeiro dia. É a opção com maior retorno ao longo da vida da instalação, para quem tem capacidade de investir.

No modelo sem investimento, um parceiro financia, instala, opera e mantém a instalação no telhado da empresa. A empresa não faz qualquer investimento inicial e paga apenas a energia que a instalação produz, a um preço inferior ao que paga hoje à rede. É uma solução especialmente adequada a IPSS, associações e empresas que preferem não imobilizar capital.

Comparamos os dois cenários com os mesmos dados de consumo — poupança anual, prazo, responsabilidades de manutenção e condições no fim do contrato — para a empresa escolher com tudo à vista.

Os dois modelos

  • Investimento próprio: maior retorno a longo prazo
  • Sem investimento: poupança desde o primeiro mês
  • Operação e manutenção incluídas (sem investimento)
  • Monitorização da produção
  • Condições no fim do contrato comparadas

O dimensionamento certo começa no consumo

O erro mais comum é dimensionar pelo tamanho do telhado ou pela fatura anual. Uma instalação maior do que o necessário produz excedente que é vendido à rede a um preço inferior ao da energia comprada — e o investimento demora mais a pagar-se.

Por isso partimos do diagrama de carga: o consumo da empresa ao longo do dia, em intervalos de 15 minutos, quando o contador o disponibiliza. Com ele, a produção solar é ajustada às horas em que a empresa realmente consome, e a percentagem de energia aproveitada no próprio local sobe.

O resultado é uma proposta com a produção estimada, a parte autoconsumida, o excedente, a poupança anual e o tempo de retorno do investimento — em números, não em promessas.

O que analisamos

  • Diagrama de carga em intervalos de 15 minutos
  • Orientação, inclinação e sombras do telhado
  • Estrutura e área disponível
  • Horários e sazonalidade do negócio
  • Contrato de energia atual

Baterias: quando compensam

As baterias guardam a energia produzida durante o dia para a usar ao fim da tarde e à noite. Compensam sobretudo quando uma parte importante do consumo acontece depois do pôr do sol — restaurantes, hotéis, alojamento local — ou quando a instalação produz muito mais do que consome nas horas de sol.

Na indústria e nas empresas em baixa tensão especial ou média tensão, as baterias têm um segundo papel: cortar os picos de potência. Ao fornecerem energia nos momentos de maior consumo, reduzem a potência máxima pedida à rede — e, com ela, uma parte fixa da fatura.

Noutros casos, o investimento numa bateria demora mais a recuperar do que os próprios painéis. Quando é assim, dizemo-lo: o objetivo é a poupança da empresa, não o tamanho da instalação.

O que avaliamos

  • Consumo noturno relevante
  • Excedente solar elevado
  • Diferença entre preço de compra e de venda
  • Custo e vida útil da bateria
  • Corte de picos de potência (indústria, BTE e MT)

Setores onde o solar mais compensa

As empresas com consumo concentrado durante o dia aproveitam melhor a produção solar.

Na hotelaria, a climatização e as águas quentes sanitárias consomem precisamente nas horas de maior produção, sobretudo no verão. Na agricultura e agroindústria, a rega, as câmaras frigoríficas e o processamento acompanham o calendário solar. No comércio e nos serviços, o horário de funcionamento coincide quase por inteiro com as horas de sol.

Setores

  • Hotelaria e alojamento
  • Agricultura, rega e frio
  • Comércio e serviços
  • Indústria
  • IPSS e instituições

Solar e contrato, em conjunto

Depois de instalada uma UPAC, o perfil de consumo da rede muda: a empresa passa a comprar menos energia durante o dia e proporcionalmente mais à noite. A opção tarifária e o contrato que serviam antes podem deixar de ser os mais adequados.

Por isso revemos o contrato de energia ao mesmo tempo que dimensionamos a instalação. É frequentemente aí que aparece a última parte da poupança.

Do estudo à produção

Acompanhamos cada fase, para que a instalação entregue o que foi prometido.

  1. Estudo

    Análise do consumo e visita técnica ao local: telhado, orientação, sombras e quadro elétrico.

  2. Proposta

    Dimensionamento, produção estimada, poupança anual e tempo de retorno, com e sem baterias.

  3. Instalação

    A instalação é feita por empresas instaladoras credenciadas, entre os parceiros com quem trabalhamos. Acompanhamos a obra, do lado do cliente, até à entrada em funcionamento.

  4. Registo e acompanhamento

    O controlo prévio na DGEG é tratado pela entidade instaladora; acompanhamos o processo e, depois, a produção, a manutenção e a fatura ao longo do tempo.

Parceiros: WiNRG Iberia · Solcor · Energyco

Perguntas frequentes

Compensa instalar painéis solares numa empresa no Algarve?

O Algarve e o Alentejo estão entre as regiões com maior radiação solar do país, o que favorece o retorno do investimento. Se compensa depende sobretudo do perfil de consumo: empresas que consomem durante o dia aproveitam melhor a produção. Por isso partimos sempre do consumo real antes de dimensionar.

Preciso de licença para instalar uma UPAC?

Depende da potência. O Decreto-Lei n.º 15/2022 prevê, consoante a potência instalada, mera comunicação prévia, registo ou licença junto da DGEG. Esse processo é tratado pela entidade instaladora, e acompanhamo-lo como parte do projeto.

Posso vender a energia que não consumo?

Sim. O excedente pode ser vendido à rede através de um contrato de venda de excedentes. O preço de venda é normalmente inferior ao preço de compra, e é por isso que o dimensionamento procura maximizar o autoconsumo.

Quanto tempo dura uma instalação solar?

Os painéis fotovoltaicos têm normalmente uma vida útil superior a 25 anos, com garantia de produção do fabricante. O inversor tem uma vida útil mais curta e é habitualmente substituído uma vez ao longo da vida da instalação.

É possível instalar painéis solares sem investimento?

Sim. No modelo sem investimento, um parceiro financia, instala, opera e mantém a instalação, e a empresa paga apenas a energia produzida, a um preço inferior ao que paga hoje à rede. Comparamos sempre este modelo com o investimento próprio, para a empresa escolher com os números à vista.

Preciso de baterias?

Nem sempre. As baterias compensam quando há consumo relevante depois do pôr do sol ou muito excedente nas horas de sol. Avaliamos os dois cenários e mostramos a diferença no tempo de retorno.

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